AEE SBC inclusão 2013
domingo, 29 de junho de 2014
PARA REFLETIR
É interessante como as pessoas apontam sem saber o
que está vendo, colocam em seu pensamento modelos de alguém como perfeito
certo, julgam antes de conhecer.
De acordo com Calvino no texto “Modelo dos
modelos”, o senhor Palomar, personagem do texto, este tinha modelos formados e
depois com o passar do tempo mudou suas ideias tornando- se mais flexível.
Para compreender melhor essa ideia refletiremos no
texto abaixo:
“Houve na vida do senhor Palomar uma época em que
sua regra era esta: primeiro, construir um modelo na mente, o mais perfeito,
lógico, geométrico possível; segundo, verificar se tal modelo se adapta aos
casos práticos observáveis na experiência; terceiro proceder às correções
necessárias para que modelo e realidade coincidam. [..] Mas se por um instante
ele deixava de fixar a harmoniosa figura geométrica desenhada no céu dos
modelos ideais, saltava a seus olhos uma paisagem humana em que a
monstruosidade e os desastres não eram de todo desaparecidos e as linhas do
desenho surgiam deformadas e retorcidas. [...] A regra do senhor Palomar foi
aos poucos se modificando: agora já desejava uma grande variedade de modelos,
se possível transformáveis uns nos outros segundo um procedimento combinatório,
para encontrar aquele que se adaptasse melhor a uma realidade que por sua vez
fosse feita de tantas realidades distintas, no tempo e no espaço. [...]”
Por muito tempo não foi considerado a singularidade, as
diferenças individuais, as deficiências nas salas de aula das escolas. Todas as
metodologias foram pensadas para alunos não comprometidos... No entanto, temos
nas escolas alunos com necessidades educativas especiais e naturalmente a
necessidade de se repensar um modelo, uma proposta pedagógica, um currículo, ou
ainda estratégias de aprendizagem que atendam a todos os alunos, com suas
especificidades.
É necessário utilizar a estratégia de
Palomar, apagar da mente os modelos e refazer os conceitos, reformular as
práticas pedagógicas, as práticas de sala de aula, elaborando novos planos para
tomar rumos que levem a aprendizagem.
A ação do professor do AEE deve centrar-se
na atenção a maneira de ver o que podem potencializar o desenvolvimento e a
aprendizagem do aluno com deficiência, eliminando as barreiras que dificultam a
aprendizagem do aluno.
Estes documentos amparam as pessoas
com deficiência:
Perante a Constituição brasileira
(1988), todos temos igualdade de direitos.
De acordo com a LDB - Lei de
Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96) 20/12/1996; é direito de
todos o acesso a escola preferencialmente na rede regular de ensino;
A Lei nº 10.098 de 19/12/2000,
estabelece normas de acessibilidade para garantir direitos às pessoas com
necessidades especiais;
O Decreto nº 7.611 de 17/1/2011 que
dispõe a Educação Especial e o Atendimento Educacional Especializado;
Decreto 7.612 de 17/11/2011 institui
o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com deficiência/Plano Viver Sem
Limites;
A Resolução nº 04 de 02/10/2008
institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado.
O sucesso
da aprendizagem esta em explorar, possibilidades, talento e as predisposições
atuais do aluno. As deficiências, as dificuldades, e limitações precisam ser
reconhecidas, mas não devem restringir o processo de ensino. As escolas devem
avaliar as inovações em seu projeto político pedagógico para julgarem a
necessidade de programar propostas inclusivas na escola comum.quarta-feira, 4 de junho de 2014
Sugestão de Recurso de Baixa Tecnologia Para alunos com TGD
SUGESTÃO DE RECURSO DE BAIXA TECNOLOGIA PARA ALUNOS COM TGD/TEA
O aluno com Transtorno do Espectro
Autista (TEA), geralmente possui, muita dificuldade na comunicação e linguagem,
tanto na expressiva quanto na receptiva. “Os déficits na comunicação e no
desenvolvimento da linguagem estão presentes no autismo como parte da tríade
que caracteriza a síndrome, mas sua intensidade e gravidade variam desde a
ausência de fala até a fala hiperformal” (WING, 1998 in BEZ, 2014). Além disso,
existe também a necessidade de uma rotina organizada, de modo que possa
antecipar as atividades que serão realizadas, se preparando para as mesmas.
Abaixo segue atividades para o aluno
com TEA:
PÚBLICO
ALVO: Crianças com
TEA com dificuldades de comunicação e interação social.
LOCAL
DE UTILIZAÇÃO: O
material pode ser utilizado tanto na sala de AEE como na sala regular.
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:
1-
ROTINA
DO DIA
Prancha
de comunicação com símbolos representativos da escolha de um lanche,
confeccionada de forma personalizada, com sistema de símbolos PCS, e com
vocabulário de acordo com as preferências do aluno. Apontando estes símbolos o
aluno pode pedir ajuda agradecer e escolher o que pretende comer ou beber.
Esse
trabalho pode e deve ser realizado também em outros ambientes da escola, como
na sala do AEE, assim como também no local onde o aluno reside, com sua rotina
doméstica. Ela pode mostrar a sequencia de diversos tipos de atividades, assim
como o seu passo a passo.
No
início, o professor do AEE deve mostrar cada figura, depositar a mesma junto
com o aluno no local adequado, e ainda auxiliando-o, realizarem a atividade que
cada uma representa. Com o tempo, o aluno compreenderá o processo e conseguirá
fazer sozinho, pois não precisará mais desse tipo de apoio. Posteriormente, se
estiver alfabetizado, as gravuras poderão ser trocadas por frases curtas e a
fotografia com o nome do aluno poderá ser substituída apenas pelo seu nome.
2- RECONHECIMENTO
DOS NOMES E ALUNOS DA CLASSE
Para trabalhar o nome dos colegas da
sala, pode-se utilizar esse tipo de chamada. O aluno com TEA coloca a foto dos colegas
que estão presentes, nomeia-o e realiza contagem dos presentes. É uma maneira lúdica e que geralmente surte
efeito na aprendizagem e socialização do aluno.
Este trabalho normalmente é utilizado em sala de aula para promover a
socialização.
Referências Bibliográficas
Sartoretto, Mara Lúcia. A Educação
Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: recursos pedagógicos acessíveis e
comunicação aumentativa e alternativa / Mara Lúcia Sartoretto, Rita de Cássia
Reckziegel Bersch. - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação
Especial ; [Fortaleza] : Universidade Federal do Ceará, 2010.
Tecnologia assistiva - Miryan Pelosi - http://www.comunicaçãoalterantiva.com.br
terça-feira, 3 de junho de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
SURDOCEGUEIRA
E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA
Para entender as diferenças
existentes entre uma pessoa com surdocegueira e outra com deficiência múltipla,
é imprescindível ter conhecimento de que a surdocegueira se trata de uma
deficiência única, onde o indivíduo apresenta simultaneamente a perda visual e
auditiva, independente do grau dessa perda, como afirma VULA: “as pessoas com
surdocegueira não são classificadas como múltiplas, pois quando elas têm
oportunidades interagem com o meio e com as pessoas adequadamente.”
(Ikonomidis, Vula)
1.DEFINIÇÃO
DE DEFICIÊNCIA:
Surdocegueira apresenta a
perda da audição e visão de tal forma que a combinação das duas deficiências
impossibilita o uso dos sentidos de distância, cria necessidades especiais de
comunicação, causa extrema dificuldade na conquista de metas educacionais,
vocacionais, recreativas, sociais, para acessar informações e compreender o
mundo que o cerca.
A pessoa com surdocegueira
precisa da mediação de seu acompanhante, para que possa interagir com meio que
o cerca, recebendo e interpretando informações, precisando de muita cautela e
imparcialidade para se a ter fielmente ao ambiente. Assim, seu conhecimento do
mundo se faz pelo uso dos canais sensoriais como: tato, olfato, paladar, cinestésico,
proprioceptivo e vestibular.
Múltipla deficiência
sensorial é a deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras
deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios (neurológico,
emocional, linguagem e desenvolvimento global) que causam atraso no
desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua
autossuficiência.
Na deficiência múltipla não é garantido que
todas as informações cheguem para a pessoa de forma autêntica, mas ela sempre
terá o apoio de um dos canais distantes (visão e ou audição) como ponto de
referência.
2.
TIPOS
Surdocegueira: Cegueira
congênita e surdez adquirida Surdez congênita e cegueira adquirida Cegueira e
surdez congênita Cegueira e surdez adquirida Baixa visão com surdez congênita
ou adquirida.
Múltipla deficiência
sensorial: Surdez com deficiência mental leve ou severa. Surdez com distúrbios
neurológicos, de conduta e emocionais. Surdez com deficiência física (leve ou
severa). Baixa visão com deficiência mental leve ou severa. Baixa visão com
distúrbios neurológicos, emocionais e de linguagem e conduta. Baixa visão com
deficiência física (leve ou severa). Cegueira com deficiência física (leve ou
severa). Cegueira com deficiência mental (leve ou severa). Cegueira com
distúrbios emocionais, neurológicos, conduta e linguagem.
ESTRATÉGIAS
PARA O ENSINO
Analisando as necessidades
de uma pessoa com deficiência múltipla e as consequências que a falta de
comunicação pode trazer a abordagem educacional deve ter estratégias planejadas
de forma sistemática, num modelo de colaboração na qual a comunicação seja a
prioridade central.
Nas crianças com
surdocegueira e com deficiência múltipla, a COMUNICAÇÃO é o aspecto mais
importante e, por isto, deve-se focar nele toda a atenção na implementação do
programa educacional/terapêutico, já que é o ponto de partida para chegar a
qualquer aprendizagem.
Exemplos de estratégias e
recursos didáticos:
• Objetos de referência : são objetos que podem
substituir a palavra, podendo representar pessoas, objetos, lugares.
• Caixas de Antecipação: permite com que as
crianças que ainda não tem nenhum sistema de comunicação conhecer as atividades
que serão desenvolvidas.
• Calendário: Os calendários favorecem a noção
de tempo, ajudam estabelecer e compreender rotinas.
Referencial
Bibliográfico
ROWLAND Charity e SCHWEIGERT
Philip - Soluções Tangíveis para Indivíduos Com Deficiência Múltipla e ou com
Surdocegueira. Apostila In mimeo. Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia -
2013.
BOSCO, Ismênia C. M. G.;
MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação
Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e
Deficiência Múltipla (2010).
IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre
“Deficiência Múltipla Sensorial”,2010 sem publicar.
XIMENA Serpa, Fonoaudióloga
e Educadora de Pessoa com Surdocegueira. COMUNICAÇÃO PARA PESSOAS COM
SURDOCEGUEIRA.
http://elaineaee.blogspot.com.br/2011/11/educacao-especial-na-perspectiva-da.html
terça-feira, 11 de março de 2014
Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar
A
EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO ESCOLAR – ATENDIMENTO EDUCACIONAL
ESPECIALIZADO EM CONSTRUÇÃO
O
texto nos leva a refletir sobre a educação escolar da PS ao longo da história tendo
como foco o gestualismo e oralismo.
“A questão do bilinguismo numa visão
pós-moderna leva a pensar no aluno como um ser biopsicossocial, cognitivo, cultural.” (Damázio
e Ferreira, 2010, p.46)
A
educação especial na perspectiva da Educação Inclusiva aponta o Atendimento
Educacional especializado para a PS com uma metodologia vivencial onde o aluno
aprende a aprender.
“No decorrer da história o
choque entre gestualismo x oralismo vem prejudicando as possibilidades da PS.
Precisamos enxergar possibilidades na PS através da nova política de Educação
Inclusiva onde não só para valer os direitos, mas para propor mudanças
garantindo a qualidade e eficiência das práticas pedagógicas.”
(Damázio e Ferreira, 2010, p.48).
Temos
atualmente o bilinguismo autenticado pelo decreto 5626 de 5 de dezembro de 2005
que garante o direito da PS a LIBRAS e a Língua Portuguesa, preferencialmente
na modalidade escrita, onde as duas ocorrem de forma simultânea no ambiente
escolar.
O
AEE tem como princípio básico respeitar os dispositivos legais da educação
bilíngue em que a LIBRAS e a Língua Portuguesa estabelece línguas de instrução
no desenvolvimento do processo educativo.
Com
isso percebemos que o fracasso escolar não se dá pelo fato de se enfatizar uma
ou outra língua, mas por problemas de qualidade das práticas pedagógicas.
Por
isso com a metodologia do aprender a aprender onde o aluno pensa, questiona,
levanta hipóteses, entra em conflitos, confronta-se com estruturas anteriores,
descobre o ato conseguido aplicando no cotidiano de sua vida o aluno pode demonstrar
possibilidades de estudar numa escola comum.
Observando
todos os aspectos relacionados com a nova Perspectiva Inclusiva da Educação da
PS, podemos concluir que o AEE vem oferecendo serviços e recursos que
complementem o trabalho no ensino comum proporcionando autonomia para o aluno
dentro e fora da escola.
Precisamos
estabelecer novos paradigmas acerca da inclusão da pessoa com deficiência,
tanto no espaço escolar quanto no social. A proposta inclusiva de Educação
Escolar da Pessoa com Surdez é um desafio, não impossível, porém, necessária e
com grandes possibilidades de se efetivar.
Referência:
DAMÁZIO,
M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento
Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5,
2010. p.46-57.
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